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sábado, 29 de agosto de 2009

Palavras que ficam...


"You know, my life turned out more banal than I ever expected, for as I found out, to live is banal."


in The Clothes on Theis Backs
Linda Grant

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Voltei, voltei! Voltei da minha caminha!

É verdade, a lombalgia já parece estar a melhorar e embora não possa ficar muito tempo ao computador, já posso estar tempo suficiente para blogar !

Depois de uns dias de cama, apercebi-me que não me importava nada de trabalhar na People & Arts... Basta meter TODOS OS DIAS a mesma k-7 de manhã, pôr em repeat e já está! Fantástico!
É incrível a quantidade de vezes que uma pessoa se submete a uma operação plástica no MESMO DIA!
É claro que passados, vá lá, quatro dias a ver a mesma coisa, resolvi desligar a televisão e embarcar numa saga de literatura...

Eis os meus companheiros nestes 5 dias de cama:



“(…) love ain’t somethin´lak uh grindstone dat´s de same thing everywhere and do de same thing tu everything it touch. Love is lak de sea. It’s uh movin’ thing, but still and all, it takes its shape from de shore it meets, and it’s different with every shore.”

Em Their Eyes were Watching God, Zora Neale Hurston

(Nota: Não me enganei no Inglês, a autora deste livro dá aos seus personagens o dialecto African American Vernacular English e, por isso, escreve o mais parecido com a linguagem possível.)


“MARIA: Well, I’ll not debate how far scandal may be allowable; but in a man, I am sure, it is always contemptible. We have pride, envy, rivalship, and a thousand motives to depreciate each other; but the male slanderer must have the cowardice of a woman before he can traduce one.”

Em The School for Scandal, Richard Brinsley Sheridan


“I make a great difference between people. I choose my friends for their good looks, my acquaintances for their good characters, and my enemies for their good intellects. A man cannot be too careful in the choice of his enemies. I have not got one who is a fool. They are all man of some intellectual power, and consequently all appreciate me."

Em The Picture of Dorian Gray, Oscar Wilde

“ (…) as minhas cogitações giravam em torno da quantificação dos actos efémeros da vida de todos os dias. Nos últimos quarenta anos, quanto tempo passara eu a apertar os atacadores dos sapatos? Quantas portas abrira e fechara? Com que frequência espirrara? Quantas horas perdera à procura de objectos que não conseguia encontrar? Quantas vezes batera com p dedo grande do pé ou com a cabeça em objectos mais ou menos contundentes, ou quantas vezes desatara a pestanejar para expulsar do olho um irritante intruso? Pareceu-me um exercício muito agradável, pelo que continuei a acrescentar itens à lista, enquanto chapinhava estrada fora no meio da escuridão.!

Em O Livro das Ilusões, Paul Auster

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Começaram hoje!

E já sei que vou dar isto:



E isto:





HAPPY!




domingo, 5 de agosto de 2007

O que ando a ler...


"Olhou para a lua, que estava cheia ou quase cheia. Mesmo que os seres humanos nunca tivessem existido, essa mesma Lua não teria deixado de estar no mesmo lugar, e nada nela seria diferente do que é agora. Wade tentou imaginar a Florida antes do aparecimento do homem, mas não conseguiu. A paisagem parecia demasiado colonizada: as caravanas, empreendimentos fabris e barzecos do mundo inferior. Decidiu que, se os seres humanos conquistassem a Lua, eram muito bem capazes de transformá-la na Florida. Era provável que houvesse vantagens no facto de ser tão distante, inantigível."
in Todas as Famílias São Psicóticas de Douglas Coupland
Edições Teorema

segunda-feira, 23 de julho de 2007

O que ando a ler...

“E pensem nisto: se o mágico fizesse aparecer subitamente um vaso de flores sem antes sugerir à assistência que tal seria impossível, não pareceria truque nenhum. Ninguém aplaudiria.”

in O Terceiro Passo, de Christopher Priest
Editora Saída de Emergência

domingo, 15 de julho de 2007

O que ando a ler...

"Emerence seguia-me, então, com um olhar irónico, se é que me via, e eu estugava o passo para não ter de ouvir o seu eterno estribilho, quem vai ao templo é porque tem tempo, como em tantas outras coisas não era verdade, pela simples razão de que eu não tinha tempo para nada, trabalhava pela noite fora para recuperar as horas que não estivera à máquina; a escrita não é dono fácil, as frases que abandonamos nunca se retomam com a mesma qualidade, a nova formulação afasta-se do arco do texto, cuja sustentação mais nada assegura."
A Porta de Magda Szabó
Tradução do húngaro de Ernesto Rodrigues;
Dom Quixote