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sábado, 29 de agosto de 2009

Palavras que ficam...


"You know, my life turned out more banal than I ever expected, for as I found out, to live is banal."


in The Clothes on Theis Backs
Linda Grant

segunda-feira, 23 de julho de 2007

O que ando a ler...

“E pensem nisto: se o mágico fizesse aparecer subitamente um vaso de flores sem antes sugerir à assistência que tal seria impossível, não pareceria truque nenhum. Ninguém aplaudiria.”

in O Terceiro Passo, de Christopher Priest
Editora Saída de Emergência

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Saudade

"Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam- se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald's;
se ele continua amando;se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler..."
Miguel Falabella

domingo, 15 de julho de 2007

O que ando a ler...

"Emerence seguia-me, então, com um olhar irónico, se é que me via, e eu estugava o passo para não ter de ouvir o seu eterno estribilho, quem vai ao templo é porque tem tempo, como em tantas outras coisas não era verdade, pela simples razão de que eu não tinha tempo para nada, trabalhava pela noite fora para recuperar as horas que não estivera à máquina; a escrita não é dono fácil, as frases que abandonamos nunca se retomam com a mesma qualidade, a nova formulação afasta-se do arco do texto, cuja sustentação mais nada assegura."
A Porta de Magda Szabó
Tradução do húngaro de Ernesto Rodrigues;
Dom Quixote

terça-feira, 10 de julho de 2007

Hoje fui à Fnac...

E
a
modos
que
me
lembrei
desta
frase...

“Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam! Não duro nem para metade da livraria! Deve haver certamente outras maneiras de uma pessoa se salvar, senão... estou perdido.”

Almada Negreiros, in A Invenção do Dia Claro, 1921