É verdade, a lombalgia já parece estar a melhorar e embora não possa ficar muito tempo ao computador, já posso estar tempo suficiente para blogar !
Depois de uns dias de cama, apercebi-me que não me importava nada de trabalhar na People & Arts... Basta meter TODOS OS DIAS a mesma k-7 de manhã, pôr em repeat e já está! Fantástico!
É incrível a quantidade de vezes que uma pessoa se submete a uma operação plástica no MESMO DIA!
É claro que passados, vá lá, quatro dias a ver a mesma coisa, resolvi desligar a televisão e embarcar numa saga de literatura...
Eis os meus companheiros nestes 5 dias de cama:

“(…) love ain’t somethin´lak uh grindstone dat´s de same thing everywhere and do de same thing tu everything it touch. Love is lak de sea. It’s uh movin’ thing, but still and all, it takes its shape from de shore it meets, and it’s different with every shore.”
Em
Their Eyes were Watching God, Zora Neale Hurston(Nota: Não me enganei no Inglês, a autora deste livro dá aos seus personagens o dialecto
African American Vernacular English e, por isso, escreve o mais parecido com a linguagem possível.)

“MARIA: Well, I’ll not debate how far scandal may be allowable; but in a man, I am sure, it is always contemptible. We have pride, envy, rivalship, and a thousand motives to depreciate each other; but the male slanderer must have the cowardice of a woman before he can traduce one.”
Em
The School for Scandal, Richard Brinsley Sheridan
“I make a great difference between people. I choose my friends for their good looks, my acquaintances for their good characters, and my enemies for their good intellects. A man cannot be too careful in the choice of his enemies. I have not got one who is a fool. They are all man of some intellectual power, and consequently all appreciate me."
Em
The Picture of Dorian Gray, Oscar Wilde
“ (…) as minhas cogitações giravam em torno da quantificação dos actos efémeros da vida de todos os dias. Nos últimos quarenta anos, quanto tempo passara eu a apertar os atacadores dos sapatos? Quantas portas abrira e fechara? Com que frequência espirrara? Quantas horas perdera à procura de objectos que não conseguia encontrar? Quantas vezes batera com p dedo grande do pé ou com a cabeça em objectos mais ou menos contundentes, ou quantas vezes desatara a pestanejar para expulsar do olho um irritante intruso? Pareceu-me um exercício muito agradável, pelo que continuei a acrescentar itens à lista, enquanto chapinhava estrada fora no meio da escuridão.!
Em O Livro das Ilusões, Paul Auster